terça-feira, 11 de novembro de 2014

Até lá ...

Um vazio no peito ou um peito vazio?
Já não sei se me angustia a angústia ou a falta dela
Se me pesa o compromisso com tudo ou a ausência de sua essência em tudo
(se ao menos a encontrasse em algo ...)
E assim sobrevivo, sem dor, sem alegria, sem raiva
Sem tudo aquilo que contagia
Existo e persisto na esperança de um dia
Que não acabe nem comece mas que se viva!


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A falta que o silêncio faz

Soube que o cão mostrou seus dentes
Vociferou, rosnou e latiu como há tempos não se via
Atacou e a largas mordidas arrancou pedaços
Não apenas do outro mas também de si mesmo
E o que é pior, arrancou pedaços de si mesmo do outro
E assim foi se matando,dia após dia, em todos ao seu redor.

Escrevo

Escrevo para poder gritar,
Escrevo para poder sorrir e também chorar.
Escrevo pois assim respiro
Entre lamentos e suspiros
É aqui que existo
Sem face, sem classe
Em um minuto me desfaço de um grande desastre 
Do peso ao alívio, reviravolta
São voltas e voltas que se dá
Nessa subjetividade tão objetivamente construída
Escrever é imenso!